domingo, 19 de fevereiro de 2017

Que chova


Vamos suspender o verão

Para navegar nas nuvens
com navios de imaginação

Vamos todos fundar um País

Para decretar guerra a quem
um dia partiu algum coração

Vamos destituir todas as rimas

Para que este poema 
se aloje em alguma boa recordação



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Prazer,


Prefiro me orgulhar dos remotos poemas que já li.
Embora me envaideçam os meus pensamentos
sem divisas.

No vazio do querer, ei de permanecer.

E talvez até prevalecer, ensandecido eloquente, 
Como quem fala com as mãos em gestos, mas que
se comunica bem mais num olhar secreto e para poucos.

Bem poucos.

Talvez eu faça uma trilha, de sons ou de migalhas,
mas, não a entenda como um caminho, não sei por onde vou
e estou indo. Você sempre saberá onde estarei.


Odeio os meios e adoro os fins.

domingo, 9 de outubro de 2016

Dois mil e alguma coisa


F az inveja sua alegria,
A mei!
C omo você está bem!
E u estou torcendo muito por você.
B onita a tua família.
O lhem como sou rico!
O lhem como sou descolado!
K amikaze

sábado, 30 de julho de 2016

Esclareço


Sei de mim
muito pouco.

De ti sei
menos ainda.

Deste modo,
jamais

saberei
de nós.

Dos nós
sei,

Eles apenas
nos amarram.

Antes disso,
foram-se os laços.

quinta-feira, 31 de março de 2016

O coração de João - II



O João era grandão.

Todos pensavam, que, em todo o 
universo não existisse ninguém
maior que aquele bichão,

fortão, durão, bonitão.

Eita, João!

Ele queria proteger todo mundo,
fazia carinho em quem podia, 
o tempo todo.

mas,

quem poderia proteger o João?
quem poderia, carinhar o João?

Eita, João...

Que grande decepção.
O Danadão, era grande no corpo todo,

mas,

carente no coração.

Espera, João!

Você é igual a todo mundo,
a diferença, é que é
grandão.

Eita, João!

E não é que pode ser,
que o mundo, seja realmente bão?




terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A minha

A minha mulher ideal,
sorri sem fazer pose,
come de tudo e bebe uns goró do mal.

Possui curvas, não linhas,
Tem cabelo natural 
e está sempre pronta, fatal.

A minha mulher ideal,
não faz sucesso em rede social,
Ela dança desengonçada,

e é toda sensacional.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Talvez sim, talvez não



Se eu compor mais uma vez
de uma forma escalena,
uma peça ou um poema,
um esquete ou um cartaz.

Cujas letras bem pequenas, 
te tornassem curiosa
a debruçar se ingenuamente
bem pertinho do papel.

E de versinho em versinho,
como se fosse em degrauzinhos
de subida para céu,

Tu levitasse lentamente,
toda linda, minha pluminha,

toparias um motel?