eu que apareci em tua vista!
revistei teus armários
e mudei tua vida.
ao ver as tuas facetas
preferi não entrar.
mas me construi em palácios,
de palavras...
eu sozinho, esmureci.
rompi tuas cercas,
as enchi de jardins.
comprei te roseiras,
banhei te em nardo.
enchi as tuas carroças,
e teu céu de estrelas.
me pintei em tua face
e em teu útero.
privei te da morte,
passei então a morrer.
eu que apareci em tua vida!
terça-feira, 3 de maio de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Acontece
Confundi o céu com o mar
e mergulhei errado.
pato com prato,
pano com plano,
pura com puta.
a tênue linha da vida.
confundi sal com areia,
terrível engano.
e mergulhei errado.
pato com prato,
pano com plano,
pura com puta.
a tênue linha da vida.
confundi sal com areia,
terrível engano.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Nota
Vou deixar os dias escreverem a estória.
Minhas mãos moldam bem o que não destroem,
e a chuva não me impede de sair.
Quando a terra enfim roer tuas unhas,
eu me esquecerei de todos os nossos dias.
Eu estou sentado digerindo a papa da angustia...
Caba o vento, caba chuva.
Abre o sol...
Sobre a vila paira o pasmo,
sobre tudo falo eu.
Minhas mãos moldam bem o que não destroem,
e a chuva não me impede de sair.
Quando a terra enfim roer tuas unhas,
eu me esquecerei de todos os nossos dias.
Eu estou sentado digerindo a papa da angustia...
Caba o vento, caba chuva.
Abre o sol...
Sobre a vila paira o pasmo,
sobre tudo falo eu.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Infame
são os planos,
os panos que me vestem...
mas eu, não sei, e quero tecer.
e não é por isso que
pára o mundo,
fico nú pra perceber.
são os panos
os planos que eu sei.
sou sempre tardio ao saber...
são tolos os que
se vestem de panos.
os panos que me vestem...
mas eu, não sei, e quero tecer.
e não é por isso que
pára o mundo,
fico nú pra perceber.
são os panos
os planos que eu sei.
sou sempre tardio ao saber...
são tolos os que
se vestem de panos.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Teu efeito
se me condenas a liberdade
eu te amo com a força de minh'alma
e doi
voar
o vento que bate em meu peito
parte como uma faca afiada
dessas das melhores
mesmo que eu não te visse novamente
tu viverias em mim
cada suspiro, cada suspiro
e tuas lágrimas, as que eu
enxuguei, ainda molham meu peito
eu te amo com a força de minh'alma
e doi
voar
o vento que bate em meu peito
parte como uma faca afiada
dessas das melhores
mesmo que eu não te visse novamente
tu viverias em mim
cada suspiro, cada suspiro
e tuas lágrimas, as que eu
enxuguei, ainda molham meu peito
Alívio
Hoje ainda ouvirei teu ruído...
ao fechar meus olhos, você
estará lá, em meu ouvido.
Hoje ainda eu rumino vestigios.
ao fechar meus olhos, você
estará lá, em meu ouvido.
Hoje ainda eu rumino vestigios.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
01 ''L'' a +
ser seu,
hoje não basta ser eu.
amado...
rapitei seu olhar,
fiz da boca tua
palavras do meu
sentimento.
ao morar
em teu corpo,
suspirei de medo,
por não achar
o estrada de volta.
mar de olhos,
cabelos de caminho,
teu sorriso é a
porta.
hoje não basta ser eu.
amado...
rapitei seu olhar,
fiz da boca tua
palavras do meu
sentimento.
ao morar
em teu corpo,
suspirei de medo,
por não achar
o estrada de volta.
mar de olhos,
cabelos de caminho,
teu sorriso é a
porta.
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