sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A febre

seus sonhos planos, eu não sei
se valerão tanto a pena.
se é dia ou noite não importa,
pois você tem uma meta.
enriquecer, o ouro e a prata
não serão o suficiente.
mais ambição, fama e poder
sonhos que o mundo te deu.

espaço vazio, que nenhum
objeto vai preencher.
e por mais que choque
são respostas que nunca
irá obter.

se escondeu, nunca quis entender
que a verdade estava a seu lado
e você, se escondeu...nunca quis
entender que a verdade estava a
seu lado e você...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Partida

versos poucos pra relatar a loucura,
porque a sanidade já não me convém.
passos curtos para correr a vida,
parte esta que não pertence a ninguém.
tempo certo pra esperar a façanha,
iluda-se, pois  isso te faz bem.

vago espaço é pra ser preenchido,
cedo ou tarde tu será de alguém.

e se acaso esse alguém  fosse eu,
jurava por toda vida, que iria todos
os dias, passar seus dias nos meus.

fim.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Minha revolução

É também evolução.
Que parte da alma marcada
transvestida por sanidade.

Quando cedo lhe dou a mão,
É para mostrar que sou ajuda...
Certeza de paz caro amigo, um  irmão.

A criança é comovida,
De adulto por muito se faz.
Mui valente é destemida,
Faz lembrar do que sou capaz.

Mas ficarei em sua na memória,
É recado que deixarei.

Se esta imagem no porta
retratos não te diz nada.
A velocidade com que respiro
pode ser uma pista, A parte
onde mostro as minhas franquezas.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Luto(a)!

Ponto de fulga que alcança a vista.
Ponte de culpa que minh'alma constrói.
Porto de calma que assobia com os ventos.
Parte de plano que ninguem destrói.
Moro eu, o andarilho, se morar preciso for.
Morro eu nessa vigília, e sorrindo, sonha'dor.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O vácuo

Desforme parte de mim
destrinchada em palavras.
Curto espaço limitador entre
o sol e o solo, entre o sim e o não.

O fardo

Parte da herança que se fez por insistência,
Da mútua vingança por nós compartilhada,
Do tempo investido em nada, com retorno
certo,  de murmúrios fartos.

O parto

Montanha de virtudes que assombreiam
as mentiras e os pecados de um homem,
Que não passa de um enganador, de um traste.
O vilão que trama as ocultas, e que virá te ceifar.

limita’dor, engana’dor.

sábado, 15 de maio de 2010

à Plural

cama suja, olhar revirado.
do entra e sai na memória
aproveito apenas o poder
que me mantém vivo, sozinho...

acordado.

grãos de vida, povo amargo.
raspas e borras da verdade
manchas sem historia
tudo meu. branco, a pouco...

acabado.

braços lentos, músculos fadigados
olhar revolto, pra o fim, destilado.

facas e trovões, pulos e cercados.

onde o homem guardará o amor?
se não o partirá em vida.
o amor só, guardará homem.

poesia dos fracos.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Realidade

abaixar a cabeça
dói o pescoço.

encher o peito de ar
dói a alma.

tá desconfortavel?
está, mas, vou indo...

no caminho chuta lata,
chuta pedra, toma chuva.

sopra vento,
come vento,
e a cabeça vazia.

pensa longe, pensa perto
e olha o trânsito...

ACORDA!!!

quase o carro te pega...

abaixar a cabeça
dói a alma.

encher o peito de ar?
o peito de ar... sim, obrigado!