sábado, 28 de janeiro de 2012

Moça tecelã

O que ei de aprender ao tecer?
Por enquanto no alpendre do tempo,
espeto os meus dedos tudo a custo
de agulhas, alfinetes, linho e lã.

Atenção ó desatenciosos,
o príncipe desencantou!
Não desconte os teus sonhos
em bordados, por enquanto,
Moça tecelã.

Renasce da lua e não do sol,
cheia de encantos, cantos de rouxinol.
Repousa na penumbra lá da praia,
Os desdéns e poréns são tuas
fases de mulher.

Mas ontem à noite ela encontrou  o amor,
e a milhas e milhas o seu coração está.


(Baseado em poemas de Bárbara Queiroz)

6 comentários:

  1. Lindo... gostei principalmente do "renasce da lua e não do sol"... não sei porque sempre acho que as transformações ocorrem durante a noite e a madrugada... beijo

    ResponderExcluir
  2. E começou a tecer novos bordados, ou os borda no coração do amado?

    Fino!

    ResponderExcluir
  3. Muito bonito seu poema, parabéns poeta.

    ResponderExcluir
  4. BELÍSSIMO BLOG! AMEI BJS

    ResponderExcluir
  5. Meu coração foi pra tantas milhas de distância que não soube ainda como voltar.
    Lindo poema.

    ResponderExcluir