Preciso logo descobrir
os quartos de hora.
Ah, quando eu achar,
mudarei meu rumo!
Só de pensar no tempo
que vou ecomonomizar
eu fico paralisado.
pa ra li sa do !
A cada meia hora
eu penso muito na
próxima metade de hora.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Atino
Dormi, sonhei com a vida.
Abri os olhos.
Não fui desfrutar, era meu
corpo em estado de repouso.
Andei mais uma vez pela
costa de meu desencarne.
Sonhar é ter esperança.
Viver, temer os sonhos.
Suportar o dia e fechar
novamente os olhos.
Abri os olhos.
Não fui desfrutar, era meu
corpo em estado de repouso.
Andei mais uma vez pela
costa de meu desencarne.
Sonhar é ter esperança.
Viver, temer os sonhos.
Suportar o dia e fechar
novamente os olhos.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Besteira
Se queres viver, tu tens que sofrer.
Tu tem que sofrer melhor que viver.
Mas se queres morrer, não basta viver.
Tu tem que sofrer melhor que viver.
Mas se queres morrer, não basta viver.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Clarão
Eu quero é falar com olhos,
porque a boca minha confunde.
Já pensei de todo jeito,
E não acho solução...
Vai ver será preciso,
Botar pra fora o coração?
A moda que é eu ganho tempo,
E largo de tanta explicação.
porque a boca minha confunde.
Já pensei de todo jeito,
E não acho solução...
Vai ver será preciso,
Botar pra fora o coração?
A moda que é eu ganho tempo,
E largo de tanta explicação.
terça-feira, 31 de maio de 2011
A Toda
Mulher que foi feita de mim,
Deitou se e eternamente dormiu.
Ao som da valsa ao piano,
Da terra ela se despiu.
Senhora e de mãos enrugadas,
Cabocla da terra sertão.
Miúda é de poucas palavras,
Perdeu se em seu coração.
Mulher tu valsa com a vida,
Balança pra lá e pra cá.
És fruto de flor escondida,
Mais bela que tu não há.
Deitou se e eternamente dormiu.
Ao som da valsa ao piano,
Da terra ela se despiu.
Senhora e de mãos enrugadas,
Cabocla da terra sertão.
Miúda é de poucas palavras,
Perdeu se em seu coração.
Mulher tu valsa com a vida,
Balança pra lá e pra cá.
És fruto de flor escondida,
Mais bela que tu não há.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Abre-Alas
A quem quer que seja,
sou.
Praça que da janela assisto
essa de alguns sentimentos,
olhos da alma sentinela.
Remanescente,
perspicácia condescendente
à frieza da era quente
na terra que outra vez se afogará.
Acrônico,
atento moral que busca
em triste ranger de dentes
cruzar a cordilheira do medo.
Descentende,
não tenho sorte em mente
nem busco em algum parente
mas confesso que sou carente
do amor.
sou.
Praça que da janela assisto
essa de alguns sentimentos,
olhos da alma sentinela.
Remanescente,
perspicácia condescendente
à frieza da era quente
na terra que outra vez se afogará.
Acrônico,
atento moral que busca
em triste ranger de dentes
cruzar a cordilheira do medo.
Descentende,
não tenho sorte em mente
nem busco em algum parente
mas confesso que sou carente
do amor.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Salamanca
eu que apareci em tua vista!
revistei teus armários
e mudei tua vida.
ao ver as tuas facetas
preferi não entrar.
mas me construi em palácios,
de palavras...
eu sozinho, esmureci.
rompi tuas cercas,
as enchi de jardins.
comprei te roseiras,
banhei te em nardo.
enchi as tuas carroças,
e teu céu de estrelas.
me pintei em tua face
e em teu útero.
privei te da morte,
passei então a morrer.
eu que apareci em tua vida!
revistei teus armários
e mudei tua vida.
ao ver as tuas facetas
preferi não entrar.
mas me construi em palácios,
de palavras...
eu sozinho, esmureci.
rompi tuas cercas,
as enchi de jardins.
comprei te roseiras,
banhei te em nardo.
enchi as tuas carroças,
e teu céu de estrelas.
me pintei em tua face
e em teu útero.
privei te da morte,
passei então a morrer.
eu que apareci em tua vida!
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